quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Opinião: O papel do livro didático

"O livro didático no Brasil atinge seu propósito quando estabelece uma forte parceria com o professor. Juntos eles podem converter em realidade os mais nobres ideais da Educação", afirma Sérgio Quadros

 
O livro didático é um valioso recurso para o acesso à cultura e o desenvolvimento da Educação. Em muitos lares brasileiros, ele é o primeiro livro, abrindo caminho para o hábito da leitura e o aprendizado. Ao longo de dois séculos, quando começaram a ser produzidos no Brasil os primeiros didáticos, os livros passaram por inúmeras transformações, visando acompanhar as novas dinâmicas em sala de aula e contribuir para uma aprendizagem significativa. Tais investimentos refletem o empenho da indústria editorial na incorporação de novas tecnologias, avanços metodológicos, recursos gráficos, diretrizes governamentais e no atendimento à demanda de Educadores por materiais de qualidade e com valores para a cidadania.
No cenário educacional brasileiro, o livro didático é importante instrumento de apoio ao trabalho do Professor e referência na formação dos mais de 50 milhões de crianças e adolescentes matriculados em Escolas públicas e privadas. O Brasil tem um dos programas mais avançados de aquisição de livros Escolares, que assegura a distribuição gratuita de milhões de exemplares à rede pública de Ensino. Percorrer esse caminho, de escala e qualidade, exige da indústria editorial absorver as peculiaridades e necessidades do cotidiano Escolar no processo de concepção do livro, envolvendo o trabalho de uma equipe multidisciplinar de profissionais altamente capacitados e com experiência em sala de aula.
O processo de elaboração do livro Escolar é mais complexo do que se imagina. Envolve etapas como a do desenvolvimento de um projeto pedagógico-editorial; elaboração dos originais; avaliação, preparação, revisão e edição do texto original; projeto gráfico; pesquisa iconográfica e de referências para ilustrações; produção editorial e produção gráfica. Todas elas conduzidas por especialistas que trabalham para transpor, em linguagem com propósito didático, conteúdos e atividades que levem à apropriação e construção do conhecimento e ao desenvolvimento de habilidades e competências nas diferentes áreas do saber.
A última edição da pesquisa Retratos da leitura no Brasil, divulgada em 2012, o mais abrangente estudo sobre o perfil do leitor do brasileiro realizado pelo Instituto Pró-Livro, também aponta a importância do livro didático para a formação de leitores. É o gênero mais frequentemente lido, exercendo, portanto, um relevante papel na difusão do hábito e do gosto pela leitura. A mesma pesquisa revela também o papel do Professor como incentivador da leitura: ele é apontado como o principal motivador, influenciador de crianças e jovens em idade Escolar.
As mudanças que acontecem hoje em sala de aula, como o uso de novas tecnologias, revisões nas diretrizes curriculares e expectativas de aprendizagem, impõem desafios constantes à produção do livro Escolar, que acompanha com sucesso as transformações da Educação nacional. O livro didático no Brasil atinge seu propósito quando estabelece uma forte parceria com o Professor. Juntos eles podem converter em realidade os mais nobres ideais da Educação. 


Texto retirado do blog Todos pela Educação, no dia 27/02/2013

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Biblioteca Infantil e Juvenil comemora seus 22 anos com atividades

Biblioteca Infantil e Juvenil celebra aniversário com grande programação


A Biblioteca Infantil e Juvenil de Belo Horizonte (BPIJBH) completou em fevereiro 22 anos de fundação. Para comemorar o aniversário, a partir desta terça-feira, dia 26, o espaço realiza uma série de atividades especiais para jovens e crianças de todas as idades. A programação é gratuita.
Destaque para as oficinas de leitura que acontecem aos sábados. No dia 2, as atividades contemplam obras da famosa série Vaga-lume. Já no dia 9, as crianças terão contato com livros que têm os bichos como tema. Em algumas das oficinas, além de fazerem a leitura compartilhada das obras, crianças e jovens são estimulados ainda a praticar atividades de criação literária que se relacionam com os livros.
Segundo Simone Teodoro, gerente da BPIJBH, desde a sua fundação, a biblioteca tem atuado junto à população, procurando garantir o direito à leitura, principalmente ao público infantil e juvenil, que é seu principal foco. “A grande missão de toda a nossa equipe é promover o encontro entre o leitor e os bons livros. Acredito que bibliotecas com acervos renovados e atraentes, bem como a disponibilização de atividades de mediação de leitura que visem o encontro do leitor com os livros são fundamentais para a formação de leitores, desde a infância”, completa.

Sobre a biblioteca

A BPIJBH disponibiliza acervo atualizado de livros literários e informativos, revistas e jornais. Durante todo o ano, a biblioteca oferece ao público uma programação diversificada, cujas atividades abrangem oficinas literárias e de produção de textos; clubes e rodas de leitura, saraus, palestras, encontros de formação de mediadores de leitura, encontros com autores, leitura e narração de histórias. Todas as atividades são gratuitas e voltadas prioritariamente para crianças e jovens.
Mais informações: BPIJBH - (31) 3277-8651 

Aniversário da BPIJBH - Programação

Oficina Dois Clássicos Sombrios. Leitura compartilhada do conto “Demônios” de Aluísio Azevedo e do poema “O Corvo”, de Edgar Allan Poe e conversa sobre as adaptações destes textos para a linguagem dos quadrinhos. Com Simone Teodoro. Dia 26/2, às 14h30

Roda de Leitura Especial – Série Vaga-lume. Leitura de trechos de livros da clássica coleção. Com Samuel Medina e Wander Ferreira. Dia 27/2, às 9h30

Oficina Estante Instantânea. Momento de leitura compartilhada em que os leitores poderão escolher sua própria seleção de livros, montando assim a sua “biblioteca pessoal”. Dia 27/2, às 14h30

Oficina Infância de Escritor. Leitura compartilhada de textos escritos por autores diversos sobre a experiência da Infância de escritor leitura em suas infâncias, primeiro contato com os livros e a literatura. Com Erica Lima. Público: acima de 15 anos. Dia 28, às 14h30

O Senhor da Lança. Oficina que propõe uma conversa aberta sobre o que há de mais emocionante em “Ubirajara”, de José de Alencar, um clássico da Literatura Brasileira repleto de paixão, heroísmo e muita dose de ação. Com Samuel Medina. Dia 1º/3, às14h30

Dia 2/3 - Oficinas de Leitura - Série Vaga-lume
Às 10h: Oficina O desenho que fugiu do papel. Leitura compartilhada do primeiro capítulo do livro “Rabiscou? O bicho pegou!” , de Maria Heloísa Penteado, seguida de criação de narrativas. Com Simone Teodoro.
Ás 11h: Oficina Um herói com alma de passarinho. Leitura compartilhada de trechos do livro “As Aventura de Xisto”, de Lúcia Machado de Almeida, seguida de bate-papo. Com Samuel Medina.

Dia 9/3 - Sábado dos Bichos
Às 10h: Oficina Conserte seu bicho. Leitura compartilhada do livro “Ave em Conserto”, de Mirna Pinsky, seguida de criação de narrativas. Com Simone Teodoro.
Às 11h: Oficina É festa! Leitura do livro “Festa no Céu”, de Ana Maria Machado e Marilda Castanha. Com Samuel Medina.

Texto e imagem retirados do DOM, no dia 26/02/2013.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Muito além do conteúdo

História de professores mostra que arte de ensinar vai além do conteúdo 

 

A professora Linea Pinto Montresor dificilmente vai se lembrar de mim. Mas foi ela quem, em 1976, pegou pela primeira vez na minha mão para ajudar a correr o lápis com as letras do meu nome. Não esqueço: a ficha precisava ser copiada com capricho e a letra tinha de ser bonita. Lembro-me bem do sorriso da mestra quando a escrita ficava certinha, na linha. Desde então, escrevo para a vida. Os professores pontuam a linha do tempo. Como a professora Linea, no passado, outros bons exemplos do presente ajudam jovens de Belo Horizonte a ter gosto pelo estudo e a sonhar com o futuro. Diante da geração Z – os nascidos em meio ao boom tecnológico –, mestres da rede pública e privada de ensino se superam para reinventar o jeito de promover o conhecimento e suprir a ausência dos pais, cada vez mais afetados pelas urgências do século 21. Roseany Micheline Lopes, de 38, Magna Celene, de 42, e Jaime Eustáquio Alves de Faria, de 54, pais e educadores por amor, talento e vocação, falam sobre as alegrias e os desafios de ensinar em tempos de egocentrismo e superficialidades.
“Aí, Jaimão!”, exclama a voz de garoto no corredor da Escola Municipal Paulo Mendes Campos, no Bairro Floresta, na Região Leste da capital. João Vítor, de 13, do 9º do ensino fundamental, vê em Jaime Eustáquio, professor de matemática, o profissional ideal. “É um professor pela ordem porque zoa a gente e ensina muito bem. Brinca com a gente na hora que tem de brincar. Na hora de estudar é hora de estudar. Mas a gente aprende com ele até brincando. O que mais aprendi foi geometria”, sorri, grato e simpático.
Mestre Jaime, festejado no pátio, é mesmo bastante querido no colégio. Perto de se aposentar – em parte, num turno apenas –, não passa batido pelos corredores durante o intervalo. Breno Henrique, de 14, diz não esquecer os sistemas de equação ensinados pelo professor. “O mais incrível é que ele usa o horário de almoço para dar aulas de reforço para os alunos”, elogia o estudante, na dúvida entre medicina e engenharia. Ana Beatriz Mesquita, de 14, a Bia, fala em professor amigo. “Ele motiva. É um exemplo. Está sempre perguntando se há alguma dificuldade e se mostra o tempo todo à disposição para ensinar”, diz.
Homem de números, Jaime deixa escapar a fórmula que o faz tão bem-sucedido: “Afetividade (a) + limite (l) + trabalho em grupo (tg) = reconhecimento (R). Divido por todos = bem comum (BC)”. O mestre, pai da designer Jéssica e das gêmeas Janice e Janaína, destaca o empenho em equipe da escola para oferecer melhores condições de aprendizado. Elogia o desempenho dos professores Sérgio, Ricardo e Grassy, companheiros na matemática, que, em 2012, garantiu uma medalha de bronze e 16 menções honrosas para os alunos da escola nas olimpíadas da disciplina.
“O Brasil está num bom momento e é a hora de mais investimentos na educação. Especialmente na base, no fundamental. A sociedade brasileira conquistou isso, a escola agora é para todos”, considera. Para o professor, no entanto, é preciso que o poder público dê ainda mais atenção e qualidade ao ensino. “Aprendo com os meninos. A escola, hoje, precisa ser muito mais dinâmica. Essa geração quer resolver tudo com um clique”, diz. Para mestre Jaime, a estrutura da educação pública no Brasil melhorou muito nos últimos 20 anos.
O professor chama a atenção para os novos desafios. Especialmente no que se refere às drogas, à violência. “Infelizmente, perdemos a guerra contra as drogas. Já vi aluno sair algemado da escola. Estava traficando”, lamenta. Jaime sugere esforço ainda mais concentrado, em todas as instâncias: família, escola e poder público, alinhados, contra a dependência e todos os males do vício. Na salinha da coordenação, a mocinha de belos cabelos até a cintura espera para falar sobre o professor. Giulia Vieira de Abreu, de 13, antes da entrevista tímida e feliz, longe do mestre, emociona-se: “Ele ensina mesmo. E ensina porque é muito amigo dos alunos”, sorri.

Em constante mudança

No Bairro Cidade Jardim, na Região Centro-Sul da capital, a diretora Cristina Durzi não pensa duas vezes para destacar o trabalho da professora de história Magna Celene. São 20 anos de comprometimento com o ensino, que começou antes mesmo de a mestra concluir a graduação. Filha e irmã de professoras, Magna, adolescente, já dava aulas no porão da casa da mãe, no Bairro Industrial, em Contagem. Conta, orgulhosa, com o olhar luminoso, ter tido até cinco alunos num único dia, nos tempos de menina. Primeiro, pensou em ser advogada, mas gostou tanto de estudar história para a segunda etapa da UFMG, que acabou nas salas de aula, “feliz da vida”.
Pela paixão expressa na fala sobre o ensino, sobre a relação com os alunos, não é dificil entender o sucesso da mestra Magna no Colégio Pitágoras. De voz calma e firme, com técnica que ensina, devolvendo respostas por meio de perguntas, a professora usa a “descoberta do fogo” para falar em tecnologia. Sabe bem da geração Z, dos “nativos tecnológicos”. “Preciso pegá-los pela curiosidade. Aproveitar o que eles já sabem. Aprendo a dar aula dando aula. São os meus alunos os meus professores”, diz. Com tanto a dizer, ela vai além das salas de aula para ajudar na formação de outros professores de todo o Brasil.
Magna considera os atrativos da era digital uma “concorrência difícil”, mas possível de ser combatida. “Precisamos fazer uso da diversidade de todas essas ferramentas. Podemos, por meio delas, melhorar o nosso jeito de ensinar. Temos também que saber que a sala de aula é viva, ela pulsa, exige mudanças constantes”, avalia. Para a educadora, não há mais espaço para o “dador de aula”, aquele esquemático, que não está preparado para improvisar. Magna diz buscar uma aprendizagem de significado. Sabe da importância da escola, mas não isenta a responsabilidade dos pais. “Procuramos atrair a família para mais perto de nossos alunos”, conclui.

Lições para ganhar o mundo

A Escola Estadual Governador Milton Campos, mais conhecida como Estadual Central, foi o primeiro colégio público de Minas Gerais. Inaugurado em Ouro Preto, em 1854, está desde 1956 no Bairro de Lourdes, em obra de Oscar Niemeyer, erguida por Juscelino Kubitschek. Endereço nobre, com 3,2 mil alunos, em que a professora Roseany Micheline Lopes ajuda a fazer história. “Impressionam sua dedicação, organização e inteligência. Ela não quer o nosso aprendizado apenas da matéria dela. Para a professora Roseany, a gente tem de ir bem, aprender todas as disciplinas”, diz Jenny Karla Alves, de 17, cursando o primeiro período de direito.
A ex-aluna da professora de biologia do Estadual Central não poupa elogios para os tempos – até o ano passado – em sala com Roseany. “Ela não mede esforços para ajudar. É dona de uma paciência admirável, exemplar. Aprendi com ela a não privilegiar apenas as minhas inclinações. Na vida, a gente precisa aprender a lidar especialmente com as nossas dificuldades”, diz. Ficou a lição. Jenny, do Bairro Novo Alvorada, em Sabará, na Grande BH, sonha ser diplomata.
Voluntária da Pastoral da Criança, com tão pouca idade, Jenny lamenta a desestruturação familiar no Brasil. “Não é o meu caso, porque minha família sempre esteve muito presente. Mas trabalhamos com crianças carentes, de lares partidos, e vemos o quanto elas sentem falta da presença dos pais.” A consideração já havia sido feita pela professora Roseany, longe de Jenny, em outro dia e endereço. Para a mestra do Estadual Central, grande parte da responsabilidade pelos problemas com a educação no Brasil vem da omissão dos pais.
“No momento em que os pais estão mais ausentes, que abandonam os filhos, o ensino piora. A falta de estrutura está no berço.” Para Roseany, quem estuda precisa ir à escola em busca de conhecimento e não de títulos. A mestra considera que é preciso dar mais atenção ao ambiente familiar, primeiro contato com a educação. Diamantinense, ela começou a dar aulas particulares de matemática, física, química e biologia ainda mocinha, aos 19, quando pensava ser farmacêutica. Quase 20 anos depois, a troca dos laboratórios pelas salas de aula é motivo de alegria. Ainda mais pelo sucesso dos ex-alunos, como Jenny, futura diplomata.

 
 
Texto e imagem retirados do site Estado de Minas, no dia 25/02/2013.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Fórum na Regional Venda Nova

FÓRUM EM VENDA NOVA ENFOCA O ADOLESCENTE E AGREGA APRESENTAÇÃO DE DANÇA E PALESTRA


A Regional Venda Nova, por meio das gerências de Políticas Sociais, Saúde e Educação, realizou na terça, dia 19, no auditório da sede da rua Padre Pedro Pinto, o 1º Fórum Regional da Criança e do Adolescente, cujo tema foi “O Ser Adolescente”. Um dos objetivos do fórum foi começar a divulgar a Pré-Conferência Regional e da Conferência Municipal da Juventude, que ocorrerão, respectivamente, em 6 de abril e em 3 e 4 de maio. Durante o fórum, a gerente de Políticas Sociais Agda Francisco falou sobre os dois eventos. O evento contou também com a apresentação do grupo de dança Panteras, do projeto Escola Integrada da Escola Municipal Professor Tabajara Pedroso, e com a palestra de Marília de Freitas Maakaroun, professora da Faculdade Ciências Médicas. O Fórum Regional da Criança e do Adolescente ocorre mensalmente, enquanto as conferências regional e municipal acontecem de dois em dois anos.
Gleyce Kelly, monitora da oficina de dança, disse que trabalha a postura corporal e o desenvolvimento dos alunos, bem como desenvolve sua sabedoria no trato social, aprimorando sua fala e a dança. “Oficina de dança faz parte do seu processo de crescimento e amadurecimento”, concluiu. A palestrante Marília de Freitas apresentou um retrospecto do ser adolescente desde o homem pré-histórico, que já trazia consigo as características da evolução, até nossos dias. Ela falou das mudanças físicas, que influenciam as mudanças cognitivas e intelectuais, mostrando as fases de desenvolvimento dos meninos e das meninas, conforme suas peculiaridades.


Texto retirado do DOM, no dia 22/02/2013

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Bolsa-Família

Dilma anuncia oferta de educação profissional a usuário da Bolsa-Família


A presidenta da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira, 19, em Brasília, que a superação da miséria não se faz apenas por meio da renda, mas também da oferta de educação de qualidade e emprego. Dilma participou, de manhã, da cerimônia de anúncio de medidas do plano Brasil sem Miséria. Entre as ações citadas pela presidenta está a matrícula de 267 mil beneficiários do programa Bolsa-Família em 416 tipos de cursos técnicos por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Dilma Rousseff também anunciou a extensão da complementação de renda da Bolsa-Família para alcançar os últimos 2,5 milhões de beneficiários do programa que permaneciam em situação de extrema pobreza. Com isso, o governo federal atinge a marca da retirada de 22 milhões de brasileiros dessas condições, do ponto de vista da renda, nos últimos dois anos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
“O Brasil sem Miséria é hoje o plano social mais focado, mais amplo e mais moderno do mundo”, disse a presidenta, durante a solenidade, que teve a presença do ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O plano Brasil sem Miséria, lançado em junho de 2011, inclui a ação coordenada de 18 ministérios com a meta de resgatar os brasileiros que ainda vivem em situação de extrema pobreza.
Além do Pronatec, os programas Brasil Alfabetizado e Mais Educação, do Ministério da Educação, integram o plano. Atualmente, 17,7 mil escolas públicas de tempo integral atendem crianças de famílias beneficiárias da Bolsa-Família. “Nosso desafio é garantir escola de tempo integral, alfabetização na idade certa e creche para nossas crianças e jovens da Bolsa-Família”, enfatizou Dilma.



Texto retirado do portal do MEC, no dia 20/02/2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Inscrições para a Olimpíada Brasileira de Matemática

Começam inscrições para Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas


A partir de hoje (18), as escolas da rede pública podem inscrever os alunos na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) de 2013. As inscrições vão até 5 de abril e a previsão é que aproximadamente 20 milhões de estudantes de todo o país participem da competição. As inscrições devem ser feitas no site www.obmep.org.br.
A olimpíada visa a estimular a revelação de alunos com grande aptidão para a matemática. Qualquer escola pública pode inscrever os estudantes em três níveis: o nível 1 para alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental, o nível 2 para os do 8º e 9º anos e o nível 3 para os do 1º ao 3º ano do ensino médio.
As provas da primeira fase da competição serão aplicadas no dia 4 de junho, em horário a ser definido pela própria escola. Os alunos com melhor desempenho serão classificados para a segunda fase, que ocorrerá no dia 14 de setembro, às 14h30 (horário de Brasília), em locais que ainda serão definidos.
Na edição deste ano, serão lançados os clubes de matemática para disseminar o estudo da disciplina no país e incentivar o desenvolvimento intelectual dos alunos. A partir do dia 15 de fevereiro, alunos de todo o país podem formar Clubes Olímpicos de Matemática e inscrevê-los no blog http://clubes.obmep.org.br/blog.
A divulgação dos vencedores da olimpíada será feita no dia 29 de novembro. No total, 6 mil alunos serão premiados com medalhas, das quais 500 de ouro, 900 de prata e 4.600 de bronze. Além disso, 46.200 alunos ganharão menções honrosas. Todos os medalhistas serão convidados para participar do Programa de Iniciação Científica da Obmep, em 2014.
A olimpíada é um projeto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e existe desde 2005. É promovida pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Educação, com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática. No ano passado, mais de 19 milhões de alunos de 46.728 escolas participaram. 
 
 
Texto retirado do site do jornal Estado de Minas, no dia 18/02/2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Instituto cobra cumprimento de lei para educação étnico-racial no STF

Ação será protocolada pelo Instituto de Advocacia Racial e Ambiental contra governo federal e a presidenta Dilma Rousseff por não fiscalizar e exigir a criação de disciplinas sobre o tema

 

Após completar uma década de aprovação, a Lei nº 10.639 não conseguiu garantir que o ensino de história e cultura afro-brasileira faça parte dos currículos da educação básica e da formação dos professores do País. O descumprimento das exigências da lei, agora, se tornará tema de ação a ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) vai protocolar um mandado de segurança no tribunal na manhã desta sexta-feira. Na ação, os representantes do instituto pedem suspensão da abertura de novos cursos de graduação e licenciatura destinados a formar profissionais em educação nas instituições públicas; suspensão de repasse de recursos financeiros reservados aos programas de formação para esse tema e mudanças nos critérios de avaliação dos cursos.
Entre os muitos alvos da ação, estão a presidenta Dilma Rousseff; o ministro, o secretário-executivo e o de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação; o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE); o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); o ministro da Controladoria-Geral da União, o procurador federal dos Direitos do Cidadão; reitores de 44 universidades federais e o advogado-Geral da União.
“Estamos cobrando judicialmente tudo o que eles não fizeram antes e encaminhamos a ação para o Supremo Tribunal Federal por conta de um ato omissivo da presidenta da República. Todo o trabalho de pesquisa feito pelo Iara mostra que a implementação da lei é um faz de conta”, afirma Humberto Adami, advogado que representa o instituto.
O advogado explica que o Iara fez um levantamento sobre a situação da aplicação da lei nas escolas e universidades. Há projetos isolados sobre o ensino da história e cultura africanas e afro-brasileiras nas escolas; as universidades não têm disciplinas específicas para tratar o tema na formação dos professores – quando há, não é obrigatória – e as verbas destinadas ao financiamento dos programas da área são pouco utilizadas.
 
Pedidos “esquecidos”

Antes de decidir entrar com a ação no STF, o instituto pediu providências administrativas ao Ministério da Educação, em novembro do ano passado, “propondo representação por descumprimento da obrigatoriedade do estudo da história da África e dos afro-brasileiros, em relação aos órgãos responsáveis pela formação inicial, continuada, controle, fiscalização e avaliação das Políticas Públicas na estrutura da Educação”.
Sem resposta após 60 dias, o mesmo pedido foi feito à presidenta Dilma Rousseff. Adami diz que, baseado no descumprimento da lei, os autores da ação pediam o mesmo que consta agora no processo judicial: suspensão da abertura de novos cursos de graduação que formam professores; reavaliação dos cursos para diminuir os conceitos de qualidade das instituições que não oferecem a disciplina; suspensão de repasse dos recursos financeiros aos programas de formação e punir os responsáveis por não fiscalizar o cumprimento da lei.
“Com a omissão da presidenta, vamos propor essa ação. Houve muita verba pública destinada à implementação dessa lei. Foram realizados cursinhos, seminários, festas. Mas, de fato, não se modificou a resistência ao conhecimento da cultura afro-brasileira e do estudo da história dos africanos no Brasil”, afirma ele.
Segundo Adami, a lei provocou mudanças nas escolas – mesmo que não tão numerosas – mas não nas universidades. “É difícil cobrar da escola, que muitas vezes consegue fazer medidas pontuais e que dependem do esforço de muitas pessoas, se as universidades que formam estão do mesmo jeito”, avalia.
Não existe prazo para que os ministros do STF julguem a ação. Mas, para Adami, discutir o tema na Suprema Corte será de grande valia. Na opinião do advogado, uma geração de jovens está sendo prejudicada com a falta do conteúdo debatida nas salas de aulas da educação básica e das universidades.



Texto retirado do site Último Segundo, no dia 15/02/2013.