terça-feira, 18 de junho de 2013

Em 2012, 1,6 milhão de crianças e adolescentes abandonaram a escola

Censo Escolar mostra que taxas de abandono têm caído, mas ainda são desafio. No ensino fundamental, 800 mil alunos deixaram as salas de aula e, no médio, 795 mil

 
Cerca de 1,6 milhão de estudantes não completaram o ano letivo em 2012. Segundo dados do Censo Escolar, o abandono ocorreu tanto nas salas de aula do ensino fundamental, quanto do ensino médio. Vale lembrar que as duas fases têm de ser oferecidas pelo governo a todos os estudantes brasileiros, por determinação legal, e o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece também a obrigatoriedade de os pais matricularem seus filhos nas duas etapas.
Para Maria de Salete Silva, coordenadora do Programa de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, os dados são preocupantes. Este ano, o Unicef lidera uma campanha contra a exclusão: “Fora da escola, não pode”.
“Todas essas crianças não chegaram ao final do ano na escola. Acho desesperador. Esses estudantes são fortes candidatos a se excluir definitivamente da escola”, comenta. Salete ressalta que a taxa de abandono não mostra quantas crianças estão definitivamente fora da escola. Mostra a desistência anual.
A maior parte dos estudantes do ensino fundamental que abandonaram os estudos em 2012 era de escola pública (762 mil). Alagoas detém a maior taxa de abandono, de 7,5%; seguido pela Paraíba (6,6%) e Amazonas (5,6%). São Paulo, que tem o maior número de alunos nessa etapa do País, tem a menor taxa, 0,9% (que representa cerca de 51 mil alunos).
No ensino médio, a maior parte da desistência ocorre na rede pública também. A taxa de abandono nas escolas públicas chegou a 10,4% em 2012, o que representa 760 mil estudantes. Alagoas, de novo, é o Estado com taxa mais alta, de 18,2%. Na sequência, aparecem Amapá (cuja taxa cresceu de 2011 para o ano passado, de 14,5% para 17,7%), Piauí (16,9%), Rio Grande do Norte (que caiu de 19,3% para 16,7% em um ano) e Pará, 16,6%.

As razões da desistência

O pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG), Thiago Alves, ressalta que as crianças e os adolescentes excluídos da escola – temporariamente ou não – têm perfis semelhantes: são socialmente vulneráveis, têm baixa renda, muitas trabalham, têm famílias com pouca escolarização. Morar no campo e ser deficiente também agrava a situação.
Salete elenca os fatores que mais afetam essa “fuga”: o atraso escolar, provocado por muitas reprovações; o trabalho infantil que dificulta a presença e atrapalha o aprendizado; a gravidez na adolescência e a falta de qualidade de ensino. “Não há universalização de ensino se ele não for de qualidade”, afirma. “A pior situação é a dos adolescentes. A escola não está sintonizada com os anseios deles e, grande parte dos alunos, só está lá para obter um diploma”, diz.

Em queda

As taxas de abandono vêm diminuindo no País ao longo dos anos. Nos últimos cinco anos, dados mais recentes disponíveis no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que, no ensino fundamental, a taxa foi reduzida em 10,87% ao ano nesse período. Em 2007, 4,8% dos alunos não concluíram o ano letivo. Em 2012, 2,7% deles se encontravam na mesma situação.

Motivações: Ensino médio afasta aluno da escola


No ensino médio, a velocidade de queda desse índice tem sido menor, ficando em 7,17% ao ano desde 2007. Naquele ano, 13,2% dos adolescentes desistiram das matrículas e, em 2012, o número baixou para 9,1%. “É importante lembrar que, quanto mais perto de zerar uma taxa, mais difícil é de alcançar o objetivo, por conta das especificidades”, afirma Alves.
Apesar de os percentuais parecerem baixos, eles representam muitos: 801.967 crianças que abandonaram o ensino fundamental e 795.801 adolescentes tiveram a mesma atitude no ensino médio.

Mais velhos que o ideal
Um fator que influencia muito a desistência dos estudantes é a quantidade de vezes que repetiram a mesma série, segundo Salete. A distorção entre a idade dos alunos matriculados em cada etapa da educação e a ideal é grande. O Censo Escolar 2012 mostra que, no ensino médio, 2,6 milhões (31,1%) dos estudantes matriculados nas três séries estão dois anos ou mais acima da idade considerada ideal para cursar a etapa (de 15 a 17 anos).
O Pará tem a taxa mais crítica do País, com mais da metade (54,9%) 356 mil dos alunos do ensino médio nessa situação. Os índices também beiram a metade dos estudantes nos Estados do Amazonas (48,8%), Piauí (48,4%), Bahia (47,3%) e Sergipe (45,8%). O Rio de Janeiro foi o Estado que mais conseguiu reduzir essa taxa de distorção entre 2011 e 2012. A queda foi de 4,6 pontos percentuais, passando de 40,5% para 35,9%.
Nas outras etapas da educação básica, a taxa de distorção idade-série também é alta, apesar de vir diminuindo nos últimos anos. Nos anos finais do ensino fundamental, 28,2% dos estudantes estão fora da idade ideal para a etapa e, nos anos iniciais, 16,6%. O Estado do Pará possui o maior percentual de estudantes atrasados do País nos anos iniciais (31,6%) e Alagoas nos anos finais (45,6%).
 
 
 
 
 
 
Texto retirado do site Último Segundo, no dia 18/06/2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Programa Pão Escola qualifica mais de 60 alunos no Mercado da Lagoinha

Projeto desenvolvido há 12 anos pela PBH capacita alunos da rede municipal de ensino com benefícios nas áreas de educação, segurança alimentar e trabalho e emprego


Mais de 60 novos alunos da rede municipal de ensino entraram para a lista dos formandos do Programa Pão Escola (PPE). Os certificados de conclusão dos cursos ofertados pelo projeto foram entregues na quarta, dia 12, no Mercado da Lagoinha, na região Noroeste da capital, em um misto de comemoração, sentimento de missão cumprida e emoção. A iniciativa, desenvolvida pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional (Smasan) em parceria com as secretarias municipais de Educação e de Trabalho e Emprego, tem o objetivo de formar e qualificar estudantes, desenvolvendo novas habilidades e, consequentemente, aumentando as chances de os participantes se inserirem no mercado de trabalho. O programa gratuito já tem 12 anos de atividade forma, em média, 450 alunos por ano.
O PPE disponibiliza aos estudantes um total de seis cursos, com aulas práticas e teóricas. São cursos de Auxiliar de Panificação, Auxiliar de Confeitaria, Confeitaria Caseira, Auxiliar de Cozinha, Salgados e Pizza e o de Processamento Artesanal de Frutas. Eles acontecem durante todo o ano, com carga horária que varia, dependendo do curso, de 12 a 60 horas-aula. O interessante é que os alunos podem se inscrever em mais de um, como foi o caso de Igor Júnior de Lima, estudante da Escola Municipal Dinorah Magalhães Fabri, na região do Barreiro, que levou para casa cinco certificados. Foram 62 formandos e 123 certificados entregues.
As escolas são responsáveis pela divulgação das vagas e realiza também as inscrições. O programa é voltado para alunos matriculados nas instituições de ensino da rede municipal, com idade mínima de 16 anos, incluindo os estudantes dos projetos Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Floração, programa de educação nascido da parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (Smed) e a Fundação Roberto Marinho. De acordo com o instrutor de qualificação do Pão Escola, Frederico Divino, os benefícios são percebidos na prática. “Eles começam com pouco conhecimento no ramo de panificação, mas saem daqui capazes de produzir alimentos diversos. Temos também relatórios enviados pelas escolas que destacam a melhoria do desempenho dos alunos, como o aumento da frequência e a melhoria da disciplina”, exemplifica.
O secretário municipal adjunto de Segurança Alimentar e Nutricional, Flávio Duffles, parabenizou os alunos e expressou sua satisfação. “Este momento, no qual vocês recebem seus certificados, é o melhor retorno que pode ser dado às pessoas que participam do programa Pão Escola”, disse. Os alunos também foram cumprimentados pela secretária municipal de Educação, Sueli Baliza, e pelo adjunto, Afonso Celso Renan Barbosa, de Emprego e Trabalho, Rogério Fernandes, pelo gerente do Mercado da Lagoinha, Tadeu Figueiredo, pela conselheira municipal de Educação, Gioconda Machado Campos, e pela gastrônoma e instrutora de cursos de confeitaria e bolos artísticos, Célia Antoniazzi.
Após a entrega dos diplomas, os pais e convidados participaram de um café com receitas desenvolvidas pelos próprios alunos. Na mesa, pães de milho e de abóbora, broa caseira, bolo de casca de banana, biscoito de polvilho, petit four de amendoim, esfirra, quibe assado e pizza. A data também serviu como comemoração do aniversário de 13 anos da Padaria Escola Nicola Calicchio, que é utilizada pelos estudantes. O programa Pão Escola conta com doações de farinha, fermento e outros insumos da Vilma e da Itaiquara Alimentos.

Novas tendências

Para complementar os cursos que são oferecidos pelo programa Pão Escola, a Smasan, em parceria com a Smed, iniciou na quarta, dia 12, o 1º Workshop Pão Escola. O encontro, que se encerra hoje, coloca os alunos em contato com profissionais da área de gastronomia voltados principalmente para a panificação e para a confeitaria.
A programação conta com palestras de informação profissional, trazendo um pouco da noção do mercado gastronômico e do funcionamento dos departamentos de Recursos Humanos, responsáveis por avaliar e escolher o conjunto de funcionários de uma empresa ou organização. Outra novidade é a utilização da biomassa de banana verde em receitas doces e salgadas. A massa ajuda a reduzir o colesterol e a triglicérides e, em algumas receitas, pode ser utilizada no lugar da farinha.










Texto retirado do DOM, no dia 14/06/2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Capoeira favorece inclusão na Escola Municipal Cônsul Antônio Cadar

Força, agilidade e flexibilidade. Essas são algumas características que vêm à mente quando pensamos em capoeira. Mas na Escola Municipal Cônsul Antônio Cadar (rua Parnaíba, 30, bairro Providência), na região Norte da cidade, a capoeira oferece mais do que isso. Além de melhorar o condicionamento físico das crianças, trabalha a integração, a inclusão e o respeito aos colegas e à hierarquia. A atividade faz parte do programa Escola Integrada e atende 405 alunos dos 1º, 2º e 3º ciclos que frequentam as aulas duas vezes por semana. 
Na última semana, mais de 90 crianças e adolescentes participaram do batizado de capoeira, um jogo simbólico entre aluno e instrutor, no qual o aluno demonstra o que já aprendeu e recebe uma identificação própria. A solenidade, realizada na quadra da escola, contou com a participação de pais, alunos, professores e instrutores de outros grupos de capoeira em Belo Horizonte e de Contagem. 
Para o coordenador da Escola Integrada, Gilson Lopes Gonçalves, a oficina de capoeira traz muitos benefícios para o aluno e para o coletivo da escola. “A capoeira auxilia na socialização dos alunos, desenvolve o espírito de liderança e é uma excelente atividade física. A capoeira ainda ajuda na organização e cooperação dos alunos, melhora a concentração, a autoestima e estimula o processo cognitivo das crianças”, comentou.
Aos 12 anos, o aluno Danilo José Marques Borges representou os alunos na mesa de autoridades juntamente com a diretora da escola, Devanir Viana Torres de Oliveira, e o gerente regional de Educação, Jerry Adriani da Silva. Para Danilo, que joga capoeira há um ano, a atividade é mais que esporte. “A capoeira é uma arte de tão bonita que é. Eu ganhei mais agilidade e melhorei a minha atenção. Também aprendi a respeitar a autoridade, pois temos que pedir licença ao mestre para jogar a capoeira”, disse. Para o instrutor Cebola a capoeira é rica em vários aspectos como dança, ritmo, acrobacia, música e socialização. “Para jogar é preciso força, flexibilidade e agilidade. Mas também são necessários coordenação, concentração, percepção e atenção. E essas habilidades são desenvolvidas com o jogo e colaboram muito para a inclusão da criança”, comentou.

Opções variadas

A Escola Municipal Cônsul Antônio Cadar participa do programa Escola Integrada há dois anos e oferece, além da capoeira, aulas de dança, flauta, coral, informática e artesanato. Também são realizadas oficinas de intervenções artísticas, meio ambiente e reciclagem, além de jogos e brincadeiras. Desenvolvida fora do horário regular das aulas, a Escola Integrada oferece ainda acompanhamento pedagógico, atividades esportivas, refeições e passeios. Para este ano serão abertas oficinas de circo, tênis e robótica. 












Texto retirado do DOM, no dia 13/06/2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Primeira fase da Olimpíada Brasileira de Matemática acontece neste sábado (15)

Devem participar mais de 200 mil estudantes. A OBM seleciona estudantes para competições internacionais


A prova da primeira fase da 35ª Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) ocorre neste sábado (15). A expectativa para este ano é que participem mais de 200 mil estudantes do ensino fundamental e médio que realizaram a inscrição em cerca de quatro mil escolas da rede pública e privada de ensino em todo o país.
A prova, que é aplicada nas escolas cadastradas, está dividida em três níveis, de acordo com a escolaridade. No nível um, participam os estudantes do sexto e sétimo ano do ensino fundamental, no nível dois, os que cursam o oitavo e nono ano e no nível três os estudantes de qualquer série do ensino médio. Para os universitários existem duas etapas que coincidem com a aplicação da segunda e terceira fases da OBM dos níveis fundamental e médio.
Nesta primeira etapa os participantes deverão resolver de 20 a 25 questões de múltipla escolha em um tempo máximo de três horas. A correção das provas será feita pelos professores das escolas participantes, seguindo o gabarito oficial publicado a partir da próxima terça-feira (18) na página da OBM. Serão classificados para a fase seguinte os estudantes que atingirem a pontuação mínima exigida para cada um dos níveis, segundo o critério estabelecido com base nos resultados nacionais da primeira etapa.
A segunda fase, a ser aplicada em 21 de setembro, estará composta por uma prova de questões mistas (parte A e B), com duração de quatro horas. Já a prova da fase final ocorrerá nos dias 19 e 20 de outubro contendo apenas questões discursivas. A divulgação dos resultados está prevista para dezembro.

Premiação

Além das medalhas e certificados, os estudantes premiados na OBM são convidados a participar da Semana Olímpica, evento que dá início ao processo de seleção para integrar as equipes que irão representar o Brasil nas olimpíadas internacionais de matemática, que reúnem os melhores estudantes de cada país na área.

Sobre a OBM

A competição, realizada desde 1979, visa estimular o estudo da matemática, contribuir para a melhoria do ensino no país, identificar e apoiar estudantes com talento para a pesquisa científica e selecionar e preparar as equipes brasileiras que participam das diversas competições internacionais de matemática.
A OBM é uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Supeior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de CIências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).








Texto retirado do site OBM, no dia 12/06/2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

Alunos do 1º ao 3º ano do ensino básico farão Avaliação Nacional da Alfabetização

Avaliação deve ser aplicada pela primeira vez este ano, diz presidente do Inep


As crianças que terminam o ciclo de alfabetização - do 1º ao 3º ano do ensino básico - em escolas públicas farão a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA). A avaliação foi criada por uma portaria publicada nesta segunda-feira (10) no Diário Oficial da União. A ANA servirá para medir o conhecimento das crianças e ajudará no cumprimento do Plano Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) - que estabelece que todas as crianças até os 8 anos de idade sejam alfabetizadas em português e matemática. A avaliação estava prevista na portaria que instituiu o Pnaic.
Segundo adiantou à reportagem o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, a avaliação deve ser aplicada pela primeira vez este ano, quando começa a ser implementado o Pnaic. De acordo com o presidente, a avaliação de 2013 servirá como ponto de partida para que se possa medir a evolução do aprendizado das crianças nessa etapa do ensino.
Segundo a portaria, a ANA deverá produzir informações sistemáticas sobre as unidades escolares, de forma que cada unidade receba o resultado global. Será uma avaliação censitária, de larga escala e servirá para a produção de índices sobre a alfabetização e letramento dos estudantes. A ANA será aplicada anualmente.
A ANA fará parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que era composto apenas pela Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) - feita por amostragem nas redes de ensino - e pela Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc), que recebe o nome de Prova Brasil - mais extensa e detalhada. Ambas são aplicadas de dois em dois anos de forma intercalada no 5º e 9º ano do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio. Com a ANA, o Saeb passa a ser composto por três avaliações. 







Texto retirado do site Estado de Minas, no dia 11/06/2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

PBH promove campanha contra o trabalho infantil

A campanha “Tem Criança Que Nunca Pode Ser Criança”, da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social (Smaas), será lançada na quarta-feira, dia 12, data em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil. O ato público de lançamento acontece às 11h30, no coração da Savassi, no quarteirão fechado da rua Pernambuco, em frente à lanchonete Mc Donald’s. O objetivo é que a campanha possa repercutir junto aos estrangeiros e torcedores de outros estados brasileiros que começam a chegar para a Copa das Confederações, que começa no sábado, dia 15, em Brasília – BH recebe o primeiro jogo na segunda, dia 17.
O objetivo é convencer a população que frequenta os bares da cidade a não remunerar o trabalho infantojuvenil, oferecendo esmola ou comida para crianças que estão nas ruas e na noite da capital. A campanha pretende enfatizar também que a sociedade precisa se conscientizar de que este tipo de exploração, além de representar uma contravenção, coloca crianças e adolescentes em uma situação de risco social e pessoal.
O lançamento vai contar com a apresentação do esquete teatral “Crianças na Pista”, da Companhia de Arte Mobilização da Smaas. Agentes públicos e artistas vestidos com a camiseta da campanha vão abordar as pessoas nos bares e restaurantes da região distribuindo porta bolsas e folders com esclarecimento sobre os malefícios do trabalho precoce. Participam do evento agentes da Smaas e das áreas de Educação e Saúde, mobilizadores do teatro e integrantes das comissões operativas locais do Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil no Território Brasileiro (Pair).
A ideia é que esta campanha seja replicada pelas nove regionais durante os jogos da Copa das Confederações, privilegiando os bares onde há incidência do trabalho infantil. Haverá também uma campanha voltada para o público interno da Prefeitura. Serão impressos 10 mil manuais sobre o trabalho infantojuvenil para profissionais. O material será distribuído para técnicos dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Centros de Referência da Assistência Social (Cras), centros culturais, professores da rede de ensino municipal, trabalhadores da saúde, técnicos da rede conveniada e profissionais da rede de acolhimento institucional que atuam diretamente com crianças e adolescentes.

Turma da Mônica

A campanha prevê também afixação de faixas em escolas municipais, centros de referência e outras instituições públicas. Vinte mil revistinhas em quadrinhos da Turma da Mônica, preparadas especialmente para a campanha pelo cartunista Maurício de Souza, também vão chegar ao público infantil nas escolas públicas municipais, bibliotecas públicas, centros culturais e organizações não-governamentais, abordando a temática do trabalho infantil.
Além disso, 25 mil sacolas para carregar alimentos serão distribuídas nas bancas de feira livre do programa Direto da Roça, com ênfase no combate ao trabalho infanto juvenil em Belo Horizonte. Mais informações e a programação completa da campanha podem ser conferidas no site da Prefeitura (www.pbh.gov.br), na página da Secretaria Municipal de Políticas Sociais.





Texto retirado do DOM, no dia 10/06/2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Professores da educação infantil participam do 1º Seminário de Relações Étnico-Raciais e Sexualidade na Pampulha

Professores municipais da educação infantil que trabalham na região da Pampulha participaram no final de maio do 1º Seminário de Relações Étnico-Raciais e Sexualidade, realizado no auditório da Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (Av. Antônio Carlos, 6.627, São Luís).
O evento reuniu cerca de 120 pessoas e a mesa de abertura foi composta pela representante da Gerência de Coordenação da Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, Adriana Maria Lima de Brito, pela coordenadora do Núcleo de Relações Étnico-Raciais, Mara Catarina Evaristo, e pela gerente regional Pedagógica da, Simone Andere. “Estamos nos empenhando em desenvolver um trabalho que promova a equidade e a igualdade racial na educação infantil”, disse Simone.
O seminário, organizado pela equipe pedagógica da Gerência de Educação da Pampulha, foi dividido em duas partes e tratou, em um primeiro momento, das relações étnico-raciais na educação infantil. Os participantes assistiram à apresentação de cantos e contos africanos feita pela pedagoga e vice-diretora da Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei), Acidália Lotti, e pela narradora de histórias, Fernanda de Senna, que foram acompanhadas pelo violão de Hugo de Senna.
Na sequência, a referência da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Pampulha e do Grupo Gestor de Promoção da Igualdade Racial, Rosane Pires, abordou a questão da construção de conceitos, apresentando algumas palavras e termos utilizados no dia a dia e que trazem uma carga de preconceito, alertando que o professor deve se desfazer dos preconceitos para não repeti-los em sala de aula.
Partindo do ponto de vista científico em que não há diferenças de raças entre os seres humanos, a coordenadora do Núcleo de Relações Étnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educação (Smed), Mara Catarina Evaristo, falou da diversidade de povos encontrados hoje nas salas de aula, como ciganos e indígenas, entre outros. “Para garantir a equidade, precisamos reconhecer e valorizar a diversidade”, ressaltou.
O público assistiu ainda ao DVD “Nota Dez – Educação Infantil”, que contextualiza a educação infantil como espaço privilegiado para a promoção da igualdade racial e apresenta práticas pedagógicas que evidenciam a diversidade étnica e promovem a equidade.

Sexualidade

Na segunda parte do seminário, os professores discutiram sobre sexua­lidade em geral e a sexualidade na educação infantil. Para tratar do tema, Cláudia Caldeira Soares e Cláudio Eduardo Resende Alves, integrantes do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual da Smed, trabalharam conceitos como sexo anatômico, identidade de gênero e orientação sexual.
Para a professora Andreza Lima, coordenadora da Umei Santa Amélia, é de extrema relevância que o profissional da educação infantil compreenda a criança em sua totalidade. “É importante ressaltar que uma boa intervenção do professor deve contribuir para a formação de conceitos saudáveis a respeito do corpo e de sua sexualidade”, disse. 
 
 
 
 
 
Texto retirado do DOM, no dia 07/06/2013