terça-feira, 21 de maio de 2013

Brincando na Vila chega ao Centro Cultural Zilah Spósito

Fundação Municipal de Cultura (FMC), em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel), realiza no sábado, dia 25, das 9h às 15h, no Centro Cultural Zilah Spósito (rua Carnaúba, 286, Conjunto Zilah Spósito, bairro Jaqueline), o projeto Brincando na Vila, que integra ações de esporte, lazer e cultura para o desenvolvimento de crianças residentes em vilas e aglomerados de Belo Horizonte. A entrada é gratuita.
Em sua quarta edição, o evento ampliará a articulação com outros equipamentos, políticas e programas municipais. No local serão realizadas atividades da oficina Brinquedos e Brincadeiras, do programa Arena da Cultura. Os artefatos e adereços produzidos irão compor o cortejo que, comandado pelo palhaço Pindaíba, sairá do Centro Cultural Zilah Spósito e desfilará até a praça Jonan Lasmar. Haverá também roda e oficina de capoeira com o Mestre Faísca e demonstração de atividades da Academia da Cidade.
O evento se integra com a programação de aniversário da Escola Municipal Professor Daniel Alvarenga e inclui apresentações dos grupos Bloco Rei e Uai Sound System, além de atrações locais.
Todas as atividades são abertas ao público em geral. O projeto acontece mensalmente, em diferentes centros culturais da cidade. Segundo o diretor de Bibliotecas e Centros Culturais da FMC, Júlio Jader Costa, a proposta é dar visibilidade para as expressões culturais de estudantes, professores e comunidade, tanto as espontâneas como as já incorporadas pela Escola Integrada, como o grupo de capoeira do Mestre Faísca. O próximo espaço a receber o projeto é o Centro Cultural Alto Vera Cruz, no dia 29 de junho.
 
 
 
 

 
 
 
 
Texto retirado do DOM, no dia 21/05/2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Educação financeira nas escolas deve levar em conta universo infantil

Analisar as contas de energia de casa e elaborar um plano de redução de consumo e gastos para discutir com os pais são um exemplo de atividade proposta em livros de educação financeira usado nas escolas. A disciplina não faz parte do currículo oficial das instituições de ensino, mas vem ganhando espaço na rede privada de educação. A intenção é que os pequenos se tornem adultos que saibam lidar com o dinheiro, planejar os gastos dentro do orçamento disponível, ficar longe de dívidas e ter reservas financeiras.
“O estímulo não é para que as crianças queiram ser ricas, mas para que elas saibam lidar com o dinheiro no seu dia a dia. Isso fará com que elas tenham menos problemas financeiros, logo terão menos estresse e assim terão mais qualidade de vida”, explica o autor de livros de educação infantil para o ensino médio e especialista no tema, Álvaro Morelli.
Não há um consenso entre os especialistas sobre a idade ideal para que as crianças comecem a ter noções de educação financeira. Alguns defendem que o conteúdo deve entrar no currículo escolar já a partir da educação infantil, outros acreditam que o melhor é começar no ensino fundamental.
Para Morelli, o importante é que o conteúdo seja adequado à idade dos estudantes e trate de situações práticas da rotina das crianças e dos adolescentes para despertar o interesse e facilitar o aprendizado. “A educação financeira infantil não deve trazer assuntos de adultos para as crianças. É preciso falar de dinheiro relacionado a brinquedo, passeio, lanche e aí introduzir fundamentos de educação financeira”, defende.
Seguindo a tendência de interdisciplinaridade apontada pelo Ministério da Educação para o ensino, Álvaro Morelli explica que o ideal é que o tema não entre no currículo como uma disciplina isolada, mas seja trabalhada de forma transversal, inserida no conteúdo de matérias como matemática, história, artes e física.
Os especialistas explicam que a educação financeira deve ter uma temática ampla e abordar também o consumo consciente e ambientalmente sustentável. São orientações para as crianças cuidarem dos próprios brinquedos, do material escolar, apagar a luz ao sair do quarto e fechar a torneira enquanto escova os dentes.
Além do impacto que o aprendizado pode ter na vida dos jovens e crianças, quando os pais não têm uma situação financeira organizada, a orientação que os filhos recebem na escola pode fazer a diferença em casa. “Temos casos de pais saindo do endividamento depois que aprenderam educação financeira com os filhos. É um processo cíclico. Aliás, como foi a educação ambiental, como vai ser a educação para o trânsito", diz o educador da consultoria Dsop Educação Financeira Reinaldo Domingos.
A capacitação dos professores é outro elemento fundamental nesse processo. Em alguns casos, é preciso primeiro incorporar a educação financeira à vida dos professores, para que depois eles transmitam o conteúdo aos alunos, segundo Reinaldo Domingos. “O professor acaba assumindo para ele primeiro a educação financeira, para arrumar a vida e a da família dele, aí é treinando pedagogicamente para colocar esses ensinamentos para as crianças de forma ordenada”, diz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Texto retirado do site Estado de Minas, no dia 20/05/2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Estudantes do Bolsa Família têm aprovação maior no ensino médio

Taxa geral de aprovação em 2011 no ensino médio foi de 75,2%. Para alunos beneficiados pelo programa, resultado foi de 79,9%


Mata de São João, BA, 17 - Estudantes beneficiados pelo Bolsa Família, que estão entre os mais pobres do Brasil, tiveram mais sucesso escolar no ensino médio do que a média do País. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social, as taxas de aprovação (principal índice que mede o desempenho educacional) desse grupo são maiores desde 2008, quando comparadas com o geral. A evasão também é menor.
Tradicionalmente, a realidade socioeconômica é crucial para os resultados escolares. Mas, como a contrapartida do programa do governo federal é que as famílias mantenham os filhos na escola, há um impacto imediato nas taxas de abandono. Em 2011, enquanto a média de abandono no País era de 10,8%, essa taxa entre os alunos do Bolsa Família ficou em 7,2%. Uma diferença de um terço.
Além de não abandonarem a escola esses alunos estão sendo menos reprovados. A taxa de aprovação em 2011 no ensino médio era de 75,2% no geral. Para alunos de Bolsa Família, esse resultado foi de 79,9%.
Para a ministra do Desenvolvimento Social (MDS), Tereza Campelo, os resultados são uma surpresa. “Isso não é só estatística, é uma realidade que transforma a sociedade. Esse aluno não vai repetir a trajetória dos pais”, disse a ministra, que participou no 14.º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, na Bahia.
Esse comportamento não existia no primeiro ano do Bolsa Família, em 2003, quando não se exigia comprovação de frequência - apenas a matrícula. O programa exige que estudantes entre 6 e 15 anos tenham passado pelo menos 85% do ano letivo na escola e, de 16 e 17 anos, ao menos 75%. Segundo o governo federal, mais de 96% das crianças e jovens participantes do Bolsa Família superaram o índice mínimo de frequência escolar. “Como precisa de frequência maior, o aluno tem exposição maior na escola”, explicou Tereza.
“É um dado positivo que surpreende. Se conseguirmos atrelar mais políticas de desenvolvimento social, saúde e educação em esforços conjuntos, será um grande avanço”, diz a diretora executiva da ONG Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
O ensino médio é apontado como um dos maiores desafios da educação básica. Embora cerca de 80% dos jovens de 15 e 17 anos estejam na escola, só 52,25% estão no ensino médio, a etapa adequada. Outros 25,5% ainda estão no ensino fundamental, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica do Todos Pela Educação, que vai ser lançado no dia 22 no Congresso Nacional.

Fundamental


Alunos reprovados têm chance muito maior de abandonar a escola. No fundamental, a evasão tem índices menores que os registrados no médio, mas ainda assim são preocupantes. Entre 2008 e 2011, a taxa de evasão no País passou de 4,8% para 3,2% no fundamental, segundo dados do ministério. O resultado dos alunos do Bolsa Família também são menores a cada ano: foram de 3,6% para 2,9% no mesmo período.
Na aprovação, no entanto, os resultados dos beneficiados pelo programa de transferência de renda ainda não são iguais aos do ensino médio. Enquanto essa taxa era de 86,3% na média geral em 2011, para os alunos das famílias beneficiadas o índice é de 83,9%.
Apesar da diferença, Tereza Campelo diz que o resultado mostra evolução. “Ele significa que a gente não tem diferença entre pobres e o geral.” A ministra também destaca que no ensino fundamental das Regiões Norte e Nordeste tanto as taxas de abandono quanto as de aprovação são melhores entre alunos do Bolsa Família do que a média. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 







Texto retirado do site Estado de Minas, no dia 17/05/2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Escola Integrada da região noroeste desenvolve programa inovador para seus alunos

Alunos do 2º ciclo do programa Escola Integrada da Escola Municipal João Pinheiro (rua Padre Manoel Bernardes, 303, bairro Alto dos Pinheiros, na região Noroeste) participam do projeto inovador Jovem Vigilante. O programa, coordenado pela professora Maria Geralda e pelas educadoras Magda Jeane e Nina França, possui como premissa a educação sanitária para o público infanto-juvenil. Os temas abordados são alimentos, medicamentos, higiene, saúde e vigilância ambiental.
O objetivo principal é estimular a mudança de hábitos a partir de laboratórios e ações realizadas na comunidade escolar, visando à formação de cidadãos mais esclarecidos quanto ao uso responsável de medicamentos e aos cuidados com a saúde individual e coletiva. Há também a preocupação de estimular atenção especial no que se refere à alimentação saudável, hábitos de higiene e orientação quanto à identificação dos riscos do consumo indiscriminado de medicamentos e de outros produtos sujeitos à inspeção da vigilância sanitária. “O programa Jovem Vigilante contribui para o entendimento da saúde como um valor pessoal e social”, afirma a professora Maria Geralda.

Atividades desenvolvidas


De olhos vendados, os alunos lavam as mãos que estavam borrifadas com tinta guache e, depois, observam as partes que não foram lavadas corretamente. Em seguida, é explicada a maneira adequada de se lavar as mãos, além dos danos que a má higienização pode causar ao organismo. A partir destas informações, o aluno pode ajudar a verificar o processo de assepsia, tanto das mãos quanto dos alimentos, em suas atividades diárias, transformando-se em um ‘jovem vigilante’.
Nina Neves França e a educadora Magda Jeane Pereira, ambas da escola João Pinheiro, disseram que o espaço é lugar de adquirir novos conhecimentos e colocar em prática aqueles já interiorizados. “O projeto Jovem Vigilante vem mostrar, de maneira dinâmica, a importância da higienização, da alimentação e da medicação adequada, para que nossos alunos, através do conhecimento e da informação, possam manter uma vida saudável e divulgar os bons hábitos na comunidade”, disse.
Os alunos Marcus Vinicius e Brenda de Souza comentaram que o projeto ajudou a entender ainda mais sobre os hábitos corretos para a conservação da própria saúde. Segundo eles, o Jovens Vigilantes é importante porque os ensinamentos contribuem para uma vida saudável, tanto das famílias quanto das outras pessoas que moram na mesma região.
 
 
 
 
 
 
 
Texto retirado do DOM, no dia 16/05/2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Palestra com pesquisadora venezuelana debate a formação de mediadores da leitura

A Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte (rua Carangola, 288, térreo, bairro Santo Antônio), recebe amanhã, às 18h, a venezuelana María Beatriz Medina, uma das mais importantes pesquisadoras da área de formação de leitores. María realiza uma palestra sobre a formação de mediadores da leitura. As inscrições para a palestra são gratuitas e podem ser feitas por meio do telefone 3277-8658 ou no site bhfazcultura.pbh.gov.br.
A palestra abrange aspectos relacionados a diversos profissionais que, em suas atividades, buscam aproximar livros e pessoas. A partir de questionamentos que abordam a importância da promoção da leitura, María Beatriz Medina demonstra que a formação de leitores é uma prática que desenvolve seres autônomos e críticos, além de envolver uma sólida articulação de distintas esferas da vida social.
María Beatriz Medina é formada em Letras, pesquisadora na área de literatura infantil, professora e consultora em projetos internacionais para a formação de leitores. É diretora do Banco del Libro, presidente da filial venezuelana do International Board on Books for Young People (IBBY) e membro do Conselho de Sinergia, uma rede de associações da sociedade civil venezuelana.








Texto retirado do DOM, no dia 15/05/2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

Regional Noroeste mobiliza jovens para o debate sobre seus direitos e deveres

Mobilizar os jovens para debater direitos e deveres que apontem diretrizes para atendimento das demandas juvenis foi o objeto da Pré-Conferência da Juventude da região Noroeste, realizada no sábado, dia 11, na Escola Municipal Dom Jaime, no bairro Carlos Prates. Participaram do evento o secretário regional, Cristiano Lamas, a secretária regional adjunta, Cláudia Márcia de Lima, a gerente de Políticas Sociais, Claudia Melo, Gelson Leite, representante da Coordenadoria Municipal da Juventude e dois jovens, escolhidos da plateia. O encontro serviu também para eleger os delegados da região que irão representar a Noroeste na etapa municipal, nos dias 21 e 22 de junho. Os escolhidos foram Gisleide Martins, eleita delegada titular, e Paulo Henrique Souza, como suplente.
Segundo Cristiano Lamas, a participação de cada um dos presentes é altamente relevante para a construção das propostas definitivas, que serão escolhidas na Conferência Municipal. A partir do tema “Jovem, sua voz pode fazer a diferença”, representantes de grupos culturais, sociais, religiosos e esportivos, além de gestores públicos de diversas áreas da região Noroeste debateram temas ligados aos cinco eixos propostos para o encontro: direitos humanos, trabalho e renda, cultura, qualidade de vida e educação. Os debates priorizaram a integração dos vários grupos participantes na busca de propostas voltadas à efetivação de políticas públicas para a garantia dos direitos e ações que promovam mais qualidade de vida para os adolescentes e jovens residentes na região. Estudantes de Gestão Pública da Fundação João Pinheiro e Ciências Sociais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) fizeram a mediação dos debates. A participação cultural ficou a cargo do grupo de tambores Meninos do Morro, da Pedreira Prado Lopes, que levantou a plateia com um repertório diversificado de músicas brasileiras.
Gelson Leite, representante do Centro de Referência da Juventude, explicou o papel do órgão no encontro e destacou a importância dos vários grupos presentes no evento. “Meu papel é acompanhar e coordenar o processo, possibilitando um espaço de conforto e segurança para que a juventude da região apresente sua contribuição na construção das políticas municipais”, disse. Segundo Claudia Melo, gerente regional de Políticas Sociais, a meta é superar desafios para programar políticas públicas eficazes para os jovens.
Já Gisleide Martins, que será uma das representantes da Noroeste na Conferência Municipal, afirmou que a conferencia da Juventude foi uma oportunidade de expor e ouvir ideias. “Foram discutidos assuntos importantes, relacionados aos eixos temáticos propostos”, comentou.







Texto retirado do DOM, no dia 14/05/2013

segunda-feira, 13 de maio de 2013

PNE pode estabelecer idade máxima de 6 anos para alfabetização

O parecer do senador José Pimentel (PT-CE) sobre o Plano Nacional de Educação altera alguns trechos da redação aprovada na Câmara dos Deputados, como por exemplo a idade para que as crianças estejam alfabetizadas. O parlamentar quer diminuir para seis anos essa idade, a partir do décimo ano de vigor do PNE. Antes, o texto afirmava que a idade máxima para ler e escrever era o final do 3° ano, quando as crianças já estão com 8 ou 9 anos. As novas metas intermediárias sugeridas no texto - apresentado na quinta-feira, dia 9, e com previsão de ser lido na terça, dia 14 - são de 8 anos no primeiro quinquênio, 7 anos a partir daí e 6 anos no fim da primeira década de implantação.
Na nova redação, o PNE ainda passa a exigir laudo para alunos com deficiência que optarem por atendimento especializado fora da rede regular - alteração na meta 4, sobre a universalização da educação. Pimentel modificou, ainda, a vinculação dos royalties de petróleo para a educação - da Lei 5.500, enviada pela presidente Dilma Rousseff ao Congresso no último dia 2. O senador petista anota no parecer que o texto original exclui dos investimentos os recursos gerados por extração no mar, e que a nova redação do PNE apenas determina que a lei se aplique a todos os recursos de extração, independente da proveniência.
 
 
 
 
 
 
 
 
Texto retirado do site Terra, no dia 13/05/2013