segunda-feira, 15 de abril de 2013

A vantagem de ficar mais 1 ano na escola

Chegada ao nível médio da primeira turma da educação fundamental estendida mostra como adição de um ano no ensino reduziu problemas com alfabetização e multiplicou eficácia de alunos mineiros



Eles ainda não têm plena consciência do significado de estar naquelas salas de aula. Em outras circunstâncias, os mais de 300 mil estudantes do 1º ano do ensino médio da rede estadual de Minas seriam apenas parte de mais uma turma rumo à reta final de conclusão do ciclo básico. Entretanto, mesmo sem saber,  fizeram história, ao protagonizar outro capítulo da educação brasileira: são os primeiros alunos a chegar ao ensino médio após entrar no nível fundamental aos 6 anos de idade. A melhoria no aprendizado ao longo de nove anos é sentida no dia a dia e na avaliação dos próprios estudantes, embora só possa ser medida em números no fim deste semestre, quando saem os resultados de prova aplicada na semana passada. Mas o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que passou de 4 para 6 na última avaliação do governo federal, deixando Minas como o melhor estado do país, é um dos indícios de que entrar mais cedo na escola contribui para a qualidade da educação.
O estado foi o primeiro do país a implantar o ensino fundamental de nove anos, em 2004, aumentando em um ano o período de conclusão da primeira etapa do ciclo básico. Antes, a criança entrava na antiga 1ª série aos 7 anos. Com a mudança, foi incorporado ao fundamental o pré-escolar, que era oferecido somente nas escolas infantis. Em 2010, a proposta se tornou obrigatória para todo o país. “Em média, os alunos já estudavam os nove anos, pois ficavam retidos, uma vez que chegavam sem a preparação básica. Como muitos não tinham atendimento da educação infantil, ficavam atrasados em relação a outros que tiveram a oportunidade de fazer o pré-escolar. Optamos, então, por trazer as crianças mais cedo para a escola e prepará-las para serem alfabetizadas na idade certa, até os 8 anos”, conta a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Raquel Elizabete de Souza Santos.
O início da vida escolar já ficou perdido na memória desses adolescentes, mas uma coisa é certa: eles se sentem mais maduros e prontos para encarar os desafios do ensino médio. O estudante Carlos Henrique do Carmo Assunção, de 15 anos, da Escola Estadual Padre João Botelho, no Bairro Novo das Indústrias, no Barreiro, em Belo Horizonte, estudou em escola infantil antes de começar o fundamental aos 6 anos. Mesmo tendo iniciado antes o processo de alfabetização, ele não tem dúvidas da importância de ter estudado os nove anos na primeira etapa da educação básica: “Quanto mais tempo na escola, melhor é a base”. Carlos garante já estar adaptado ao currículo mais apertado e a disciplinas como sociologia, filosofia, química e física.
Também da Padre João Botelho, Dalva Maria de Lima, de 15, teve a mesma oportunidade de estudar numa escolinha do bairro antes de entrar para o 1º ano do fundamental, mas diz que foi na instituição estadual que aprendeu a ler e a escrever. Ela tem plena consciência da importância do ano agregado a essa etapa do ensino. “Muitos pais põem os filhos na escolinha para aprender coisas básicas, mas outros não têm condições de pagar, então, a escola estadual agora cumpre esse papel”, afirma. “Faz muita diferença ficar nove anos na escola.”
Douglas Simões Flores, também de 15, mas da Escola Estadual Silviano Brandão, na Lagoinha, Nordeste de BH, também entrou aos 6 anos, e ficou surpreso ao saber que faz parte desse contingente de alunos que marcou uma nova trajetória da educação. O estudante quer se formar em tecnologia da informação e, se depender do seu gosto por computadores, já pode se considerar na universidade. A mãe, a promotora de vendas Luciana Sueli Simões Flores, de 42, tem em casa outro exemplo da educação ampliada para nove anos – o filho Antônio, de 8 – e garante: “Meus dois filhos foram alfabetizados na idade certa”. Douglas acredita que o fato de ter se dedicado aos estudos com responsabilidade na etapa anterior o ajudou a encarar, tranquilamente, matérias normalmente temidas pelos estudantes, como química, física e matemática. Nos próximos anos, ele tem apenas um desejo. “Espero sair formado para enfrentar a vida.”

Correção
Diretora da Escola Padre João Botelho, Eliane Geralda de Oliveira percebe no dia a dia o impacto da mudança no desempenho dos alunos: “Eles dispõem de mais tempo para desenvolver habilidades e, por entrar na escola aos 6 anos, passam a interagir com grupos e a aprender noções de direito e dever”. Para ela, a medida corrigiu uma distorção social, pois muitos pais não tinham condições de pagar uma escola particular nem a rede municipal tinha como atender a demanda dos menores de 7 anos. “Os índices de qualidade mostram a melhoria dos meninos que entram mais cedo.”

Termômetro do desempenho

As provas aplicadas na semana passada em mais de 2 mil escolas da rede estadual de ensino vão mostrar o desempenho da primeira turma do nível fundamental com nove anos e permitir uma comparação com os estudantes do sistema anterior. A expectativa é de que os resultados sejam conhecidos até junho. O diagnóstico, que será feito por região e por escola, servirá ainda para mostrar as necessidades de aperfeiçoamento, como formação continuada de professores e habilidades a serem desenvolvidas.
“Segundo os nossos acompanhamentos, os meninos que começaram mais cedo estão melhores em relação àqueles que estiveram na mesma série em anos anteriores. Na série histórica que temos, percebemos que eles conseguiram agregar mais conhecimento, mais atenção e habilidades”, ressalta a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica da Secretaria de Estado de Educação, Raquel Elizabete de Souza Santos.
A reestruturação se refletiu também nas avaliações do governo federal, como o Ideb, ajudando o estado a passar da casa dos 4 para os atuais 6 na escala. Raquel destaca que esses são desafios para evitar repetência e evasão do nível médio. “Se os alunos chegam defasados, não dão conta de acompanhar e, depois, batem à nossa porta para fazer a Educação de Jovens e Adultos (EJA)”, afirma.

Idade certa
A alfabetização até os 8 anos de idade é parte do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, compromisso formal assumido pelos governos federal, estados e municípios para assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até o fim do 3º ano do ensino fundamental. O acordo foi firmado por todas as unidades da federação e por 5.393 municípios. Serão atendidos mais de 7 milhões de estudantes de 400 mil turmas das três primeiras séries do ensino fundamental, em 108 mil escolas.




Texto retirado do site do Estado de Minas, no dia 15/04/2013

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Programa incentiva alunos a solidariedade e cidadania em BH

Alunos do Programa Voluntários da Cidadania dão exemplo de solidariedade


Na última semana, os alunos do Programa Voluntários da Cidadania deram mais um exemplo de solidariedade e cooperação. Mais de 40 alunos participaram da campanha de doação de sangue e cadastro único de doador de medula óssea.
Os alunos fazem parte do programa que foi concebido e im­plementado pela Prefeitura de Belo Horizonte. Lançado em 2011, o projeto pretende resgatar valores sociais e de cidadania de jovens moradores de Belo Horizonte, de alta vulnerabilidade social. Pioneiro em Minas Gerais, o programa oferece capacitação profissional por meio do curso de Bombeiro Profissional Civil.
As aulas são ministradas pelo Corpo de Bombeiros e os alunos recebem capacitação profissional por meio de aulas práticas e teóricas que abordam conteúdos como cidadania, ética, direitos humanos, disciplina, preparação para o mercado de trabalho, educação física e outras atividades extracurriculares, além de matérias específicas do ofício de bombeiro.
A campanha de doação de sangue, segundo o secretário municipal de Trabalho e Emprego, Rogério Fernandes, foi uma excelente iniciativa do Corpo de Bombeiros, junto com a Fundação Hemominas. “Mais do que as aulas teóricas sobre cidadania, ações como essa fazem com que os alunos tenham real dimensão de como a atitude de cada um pode interferir e melhorar a vida de muitos”, comemorou.
Para contribuir com o aumento do estoque de sangue, os interessados devem procurar uma das unidades de atendimento da Fundação Hemominas. A doação pode ser feita na hora do comparecimento ou agendada com antecedência, pelo telefone 155.
 
 
 
 
Texto retirado do DOM, no dia 12/04/2013

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Conferência vai propor políticas para melhorar a educação no Brasil

Fórum Nacional de Educação aprovou documento que é referência para conferências estaduais e municipais



Os integrantes do Fórum Nacional de Educação (FNE) reuniram-se na quarta-feira pela primeira vez após o lançamento da Conferência Nacional da Educação (Conae) em Brasília, na Câmara dos Deputados. O fórum é composto por mais de 30 entidades representantes da sociedade civil e do poder público. Na reunião foi aprovada a publicação do documento Cenário da Educação Nacional, que servirá de apoio aos debates em todas as conferências preparatórias, municipais e intermunicipais.
O documento apresenta dados e diretrizes que servem de complemento ao documento-referência O PNE na Articulação do Sistema Nacional de Educação - Participação Popular, Cooperação Federativa e Regime de Colaboração publicado pelo fórum no final do ano passado. O novo documento será disponibilizado no site do FNE nos próximos dias.
Ambas as publicações, assim como as discussões que serão levadas à Conae, têm como referência o Plano Nacional de Educação (PNE), que direciona as políticas para a área nos próximos dez anos. O PNE está atualmente em discussão no Senado Federal.
"O objetivo da conferência é discutir o PNE, os seus desdobramentos nos estados e municípios, assim como os planos estaduais e municipais", diz o coordenador do FNE, Francisco das Chagas Fernandes. "O PNE tem pontos que são difíceis de encaminhar, como por exemplo o financiamento da educação. Tanto a Conae 2010 quanto a Câmara dos Deputados aprovaram a destinação de 10% do PIB [Produto Interno Bruto] para a educação. Agora o que está sendo discutido é quais fontes vão garantir que possamos chegar a essa meta".
A Constituição Federal determina que sejam destinadas à educação 18% da receita de impostos da União e 25% da receita de impostos dos estados, do Distrito Federal e municípios. De acordo com o documento-referência do FNE, "estudos mostram que a vinculação mínima não assegura o montante de recursos para superar os problemas educacionais do Brasil".
Atualmente, o país investe 5,7% do PIB no setor. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defende que o complemento necessário para atingir a meta de 10% venha dos recursos dos royalties do petróleo e dos rendimentos do Fundo Social do Pré-Sal. No entanto, os recursos podem não ser suficientes.
Segundo Chagas Fernandes, o FNE está debatendo propostas alternativas de financiamento que serão divulgadas "mais para frente". A Conae ocorre do dia 17 ao dia 21 de fevereiro de 2014, em Brasília. A partir da discussão nacional será elaborado um documento com propostas de políticas públicas para melhorar a educação no país.



Texto retirado do site Terra, no dia 11/04/2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Exposição no Plug Minas mostra diversos trabalhos artísticos de jovens do Projeto Aro

Plug Minas promove exposição de jovens do Projeto Aro e conta com integração entre os jovens e os visitantes



O Plug Minas - Centro de Formação e Experimentação Digital receberá, a partir de amanhã, na galeria Caminhos do Futuro, a exposição “Detalhes de quem pode mudar o mundo”, do projeto ARO - Formação em Arte, Restauro e Ofícios. A abertura será às 17h e a mostra ficará disponível para visitas até o dia 25 de maio, com entrada franca, podendo ser conferida de segunda a sexta, das 9h às 21h30, e aos sábados, das 9h às 13h. O Plug Minas fica na rua Santo Agostinho, 1.441, no bairro Horto.
O ARO é uma iniciativa da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade, pertencente à Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), e trabalha com jovens entre 14 e 20 anos em uma proposta que envolve arte e patrimônio, com foco no desenvolvimento humano, no empreendedorismo, no fortalecimento da identidade cultural e social desses adolescentes. As atividades acontecem em dois módulos: Formação Inicial e Formação Continuada, nas áreas de arte (serigrafia e grafite), restauro (conservação de acervos e papéis e encadernação manuais diferenciadas) e ofício (pintura).
Segundo a curadora da exposição, Gabriela Rangel, as estratégias pedagógicas oferecidas aos jovens valorizam a bagagem individual e coletiva adquirida durante os cursos. “Toda essa experiência promove o exercício da autonomia, promovendo o desenvolvimento de uma visão empreendedora e criativa que tem como base as competências e habilidades específicas de cada área”, declarou.
Na exposição serão apresentados os trabalhos de cerca de 100 jovens, que estão ou que já passaram pelo projeto. Estão incluídas pinturas, cerâmicas, fotos e vídeo, além de placas e protótipos de técnicas tradicionais de construção. No dia da abertura da mostra, das 15h às 18h, diversas oficinas serão oferecidas para os visitantes, como aulas práticas de encadernação com costura japonesa e intervenções em painéis de tapume. Gabriela Rangel diz que o objetivo dessas oficinas é promover a interação entre os jovens do ARO e os visitantes. “Os próprios alunos, com o apoio de professores, irão ensinar os participantes. Será uma troca muito interessante”, afirma. 



Texto retirado do DOM, no dia 10/04/2013

terça-feira, 9 de abril de 2013

MEC vai avaliar domínio em ciências dos alunos da educação básica

Questões de ciências serão incluídas na Prova Brasil deste ano.
Resultado, no entanto, não será usado para o cálculo do Ideb 2013.



Os alunos da educação básica que farão a Prova Brasil em 2013 já terão de responder a questões de ciências, afirmou nesta segunda-feira (8) o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, após evento com líderes empresariais em São Paulo.
As questões da matéria ainda não serão incluídas no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Porém, segundo o ministro, elas podem ser aplicadas de forma censitária, ou seja, para todos os alunos que participarem da avaliação.
A Prova Brasil é aplicada a cada dois anos para crianças do 5º e 9º ano do fundamental e do 3º ano do ensino médio e seu resultado é um dos valores usados para compor o Ideb. Até 2011, a prova avaliava o desempenho de estudantes em língua portuguesa e matemática. Com a inclusão de ciências, o sistema de avaliação se aproxima de avaliações internacionais como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).
Mercadante explicou que, na primeira edição, a prova de ciências servirá apenas para avaliação e calibragem do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Porém, ainda não está definido se as questões da disciplina serão dadas apenas para uma amostra de estudantes ou se serão ser aplicadas de forma censitária e em larga escala.
Mercadante explicou que, além de testar o aprendizado dos estudantes em ciências, pretende investir no aumento do número de oficinas e laboratórios nas escolas. "O prazer da ciência está muito ligado ao viver, presenciar a química, a física", disse ele, que também quer expandir a quantidade de museus científicos no país.

Preparação

A ideia de expandir as disciplinas avaliadas pela Prova Brasil/Saeb começou a ser amadurecida no ano passado. Mas algumas redes já estão se preparando para a mudança.
A secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin, afirmou ao G1, na quinta-feira (4), que os estudantes da rede pública da prefeitura já tiveram questões de ciências na última edição da Prova Rio, aplicada em 2012.
O exame, que consiste em uma avaliação externa que o governo municipal faz nas escolas, é aplicado a estudantes do 3º, 4º, 7º e 8º anos do ensino fundamental. Claudia disse ainda que a prefeitura também aplica uma prova interna a cada dois meses que já incluía questões de ciências, além de língua portuguesa, matemática e redação.
O MEC também estuda substituir a Prova Brasil pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no caso da avaliação de estudantes do ensino médio. Veja no quadro abaixo a comparação entre as notas mínima e máxima dos candidatos da edição 2012 do Enem:


ESCALA DE NOTAS DO ENEM 2012
Prova Nota mínima Nota máxima
Ciências humanas e suas tecnologias 295,6 874,9
Ciências da natureza e suas tecnologias 303,1 864,9
Linguagens e códigos e suas tecnologias 295,2 817,9
Matemática e suas tecnologias 277,2 955,2
Redação 0 1.000
Fonte: Inep/MEC



 Cálculo do Ideb

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Ele foi criado pelo MEC para medir a qualidade no ciclo básico de ensino e já tem quatro edições (2005, 2007, 2009 e 2011). Para chegar ao índice, o MEC calcula a relação entre rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e desempenho na Prova Brasil.
Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula.
O Ideb possibilita analisar a qualidade da educação em uma determinada escola e nas diversas redes de ensino; no fundamental, é possível avaliar o desempenho dos municípios nas redes públicas e, no nível médio, o Ideb é divulgado por UF. Há também o Ideb Brasil, dividido entre as redes municipal, estadual e privada.
Como a Prova Brasil pretende analisar a qualidade da turma com a maior abrangência, os alunos fazem provas diferentes que só podem ser avaliadas em conjunto. Assim, não há nota individual.



Texto e tabela retirados do site G1, no dia 09/04/2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Nova lei obriga os pais a matricular criança de 4 anos na pré-escola

Texto anterior dizia que matrícula era obrigatória a partir dos 6 anos.
Estados e municípios têm até 2016 para garantir oferta de vagas.


O governo federal publicou nesta sexta-feira (5), no “Diário Oficial da União”, a lei número 12.796 que altera a lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Como novidade, o texto muda o artigo 6º tornando "dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade". A matrícula dessas crianças pequenas deve ser feita na pré-escola. Estados e municípios têm até 2016 para garantir a oferta a todas as crianças a partir dessa idade.
Segundo o Ministério da Educação, a lei publicada nesta sexta-feira é uma “atualização” da Lei de Diretrizes e Bases, de 1996, reunindo as emendas realizadas desde então.
A versão anterior dizia que esta obrigatoriedade era a partir dos 6 anos. Mas, em 2009, uma emenda constitucional tornou obrigatório ao governo oferecer educação básica e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria.
Foi preciso então "incorporar" na lei o dever dos pais de matricular os filhos de 4 e 5 anos.
A nova lei "abraça" a educação infantil e estabelece as suas regras. Segundo o documento, a educação básica será dividida entre pré-escola, ensino fundamental e ensino médio. O currículo da educação infantil deverá ter uma base nacional comum que respeita as diversidades culturais de cada região. Isto já valia para o ensino fundamental e o ensino médio.

Acompanhamento, frequência e registro

O professor deverá fazer um registro do acompanhamento do desenvolvimento de cada criança. As crianças de 4 e 5 anos terão "avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental". Além disso, na pré-escola as crianças devem ter carga horária mínima anual de 800 horas, distribuída por um mínimo de 200 dias de trabalho educacional.
O atendimento à criança deve ser de, no mínimo, 4 horas diárias para o turno parcial e de 7 horas para a jornada integral. E a pré-escola deve fazer um controle de frequência destas crianças, exigida a frequência mínima de 60% do total de horas.
Outra novidade no texto foi a inclusão de "consideração com a diversidade étnico-racial" entre as bases nas quais o ensino será baseado.

Educação especial

A alteração na lei torna mais específica ainda a educação para crianças e jovens com deficiência ou os chamados "superdotados". O texto anterior falava em "educandos com necessidades especiais". Agora, a redação diz "atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino".
Em outro artigo, fica garantido que "o poder público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na própria rede pública regular de ensino, independentemente do apoio às instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial."
Segundo o Ministério da Educação, entre 2005 e 2011, abriu 37.800 dessas salas, usadas para atividades individualizadas com os alunos especiais em horários além dos que eles passam na sala de aula comum, abrangendo 90% dos municípios do país. A pasta diz que espera contemplar 42 mil escolas com esse recurso até 2014.



Texto retirado do site G1, no dia 08/04/2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dilma afirma que maior compromisso do governo é com educação

Presidente disse que nenhum país se desenvolveu sem fortes investimentos no ensino


A presidente Dilma Rousseff reafirmou na noite de terça-feira, em Fortaleza, que o maior compromisso de seu governo é o de acabar com a pobreza, e acrescentou que a educação é um passo fundamental para alcançar tal objetivo. Daí a necessidade de o País investir os royalties do petróleo extraído da camada de pré-sal em educação.
Ela participou, no começo da noite, da inauguração de uma escola técnica de ensino integral na capital cearense. Dilma ressaltou que nenhum país se desenvolveu sem fortes investimentos em todos os níveis de ensino e defendeu "ensino de qualidade para se construir uma nação mais igual".
A presidente destacou que é preciso arregimentar cada vez mais recursos para a educação e para a valorização dos professores, com salários mais adequados. É preciso ainda, segundo ela, que o ensino integral seja universalizado, e não oferecido apenas por algumas ilhas de excelência.
"Precisamos disso para formar nossos cientistas, tecnólogos, universitários; que o ensino integral seja a regra, e não exceção. Nosso desafio é garantir cada vez mais oportunidades iguais para todos, sem discriminação, e a palavra síntese de oportunidade é educação", declarou.
 
 
 
Texto retirado do site Terra, no dia 04/04/2013.